Nome
científico: Malpighia punicifolia L.
Família:Malpighiaceae
Nomes populares:Acerola, cereja das antilhas
Nome em inglês:Barbados Cherry
Origem:América Central
Lenda
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A CULTURA DA ACEROLA
Introdução
O consumo em expansão dessa fruta
deve-se, basicamente, a seu elevado teor de ácido ascórbico
(Vitamina C) que, em algumas variedades, alcança até
5.000 miligramas por 100 gramas de polpa. Este índice
chega a ser cem vezes superior ao da laranja ou dez vezes
ao da goiaba, frutas com alto conteúdo dessa vitamina.
Na quase totalidade dos pomares, observa-se
uma mescla acentuada de tipos e formas de plantas. Esse fato
tem causado sérias dificuldades para os produtores
de acerola, porque a desuniformidade das plantas acarreta
perdas de produtividade do pomar e de qualidade dos frutos.
É comum encontrar-se, no mesmo pomar, plantas com hábitos
de crescimento distintos, árvores que produzem frutos
em cacho e isolados, com tamanhos, formatos e colorações
diferentes. É importante que os pomares sejam formados
a partir de variedades bem definidas, portadoras de características
agronômicas e tecnológicas, adequadas à
finalidade a que se destinam.
Recomendações
Técnicas:
Clima e Solo
A aceroleira se desenvolve e produz satisfatoriamente
em clima tropical e subtropical, sendo resistente também
a temperaturas próximas a zero grau centígrados.
Cresce e produz satisfatoriamente quando as chuvas variam
entre 1200 e 1600mm anuais, bem distribuídos.
Não há exigências específicas
quanto ao tipo de solo, sendo possível cultivá-la
tanto nos solos arenosos como nos argilosos.
Propagação
A aceroleira pode ser propagada por sementes,
por estaquia e por enxertia. A propagação por
sementes é bastante utilizada. As mudas a partir de
sementes são formadas em canteiros com 15cm de altura,
1,20m de largura e comprimento variável.
Na propagação da acerola por
meio de estacas, utilizam-se as pontas dos ramos vigorosos
de plantas jovens. As mudas, propagadas por estaquia por enxertia,
devem ser adquiridas de entidades ou produtores credenciados
e idôneos.
Preparo do Solo
Compreende operações de roçagem,
destoca, aração, gradagem e preparo da rede
de drenagem, se necessário. O terreno deve ser arado
e gradeado para que possa oferecer as condições
mínimas necessárias ao desenvolvimento inicial
da planta. A aração é feita com máquinas
ou, no caso das áreas de pequenos fruticultores, com
tração animal.
Plantio
Procede-se o plantio quando a muda atinge
a altura de 30 a 40cm. Cada planta é amarrada a um
tutor para orientar seu crescimento. A amarração
não deve ser feita com barbante ou cordão e
sim com uma fita que tenha uma área de contato larga,
para evitar o estrangulamento da planta. Logo após
o plantio, caso não chova, recomenda-se regas leves
e freqüentes, de acordo com o tipo de solo e o sistema
de irrigação.
Custos de Produção
e Análise de Rentabilidade
Espaçamento 4,00m x
4,00m (625 plantas/ha)
Produção Nacional
Fonte: IBGE/PAM, 2000. Consultado
em 28/09/2000.
Podas
Após o pegamento da muda, são
necessárias podas de formação para conduzir
a planta em haste única até a altura de 30 a
40cm do solo. Daí em diante, deve-se orientar a brotação
de três a quatro ramos bem localizados e distribuídos,
que formarão a estrutura básica da copa.
Irrigação
A cultura da acerola adapta-se aos sistemas
de irrigação por aspersão convencional
do tipo sobrecopa, pivô central, por sulcos com declive
ou sulcos curtos, fechados e nivelados, por gotejamento e
por tubos perfurados (xique-xique). De modo geral, os sistemas
de irrigação por sulcos e por gotejamento são
indicados para os solos argilo-arenosos; já os de aspersão
convencional e pivô central prestam-se melhor aos solos
arenosos e areno-argilosos.
Consorciação
É viável o plantio de culturas
intercalares em pomares de aceroleira, embora essa prática
esteja sujeita a algumas restrições. A principal
delas diz respeito ao método de irrigação
utilizado: a consorciação é mais utilizada
quando se adota a irrigação por aspersão
ou se for feita durante o período chuvoso. Entre as
culturas consorciáveis, incluem-se o feijão,
o milho, o tomate industrial, a melancia e o melão.
Adubação e Calagem
O cultivo requer manejo correto, quanto à
adubação e nutrição, principalmente
nos pomares para exportação. A adubação
é a prática mais importante, em termos percentuais,
para o aumento da produtividade. Para que o produtor de acerola
possa manejar racionalmente os fertilizantes, terá
necessariamente que adotar algumas técnicas básicas
e essenciais: análise de solo, análise foliar,
observação dos sintomas de deficiência
de nutrientes, conhecimento dos fatores que afetam a disponibilidade
de nutrientes.
Controle de Pragas
Apesar da rusticidade da acerola, a incidência
de algumas pragas de maior ou menor interesse econômico
tem sido observada com freqüência nas áreas
irrigadas do submédio São Francisco, destacando-se,
na estação seca, a dos pulgões.
Pulgões - podem causar sérios
prejuízos à planta. Ao sugarem a parte final
dos ramos, provocam seu murchamento e morte, o que força
a planta a gerar brotos laterais.
Controle - pulverizações de
óleo mineral emulsionável, na concentração
de 1 a 1,5% em água. Os pomares irrigados por aspersão
sobre a copa têm apresentado, em geral, menor índice
de infestação.
Bicudo - Faz sua oviposição
no ovário das flores e nos frutos em desenvolvimento
dos quais se alimenta nas primeiras etapas de seu crescimento.
Em geral os frutos atacados pelo bicudo ficam deformados.
Controle - Pulverizar com paration na época
do florescimento, repetindo-se a pulverização
após dez dias; observadas as recomendações
do fabricante; recolher e enterrar todos os frutos caídos
no chão e eliminar as outras espécies do gênero
Malpighia existentes nas proximidades do pomar.
Nematóides - É a de maior importância
econômica. A aceroleira é muito sensível
ao ataque de nematóides, principalmente os do gênero
Meloidogyne. As plantas atacadas enfraquecem e apresentam
menor desenvolvimento, tanto da parte aérea como das
raízes, que encurtam e engrossam.
Controle - Obter mudas sadias, produzidas
em solos não infestados com fitonematóides,
e utilizar leguminosas como Crotalaria spectabilis e Crotalaria
paulinea para posterior incorporação ao solo.
Poderá ocorrer também o ataque
de cochonilhas e cigarrinhas ainda não identificadas,
porém de controle simples. Em geral esses insetos são
controlados, sem maiores custos, ao se proceder às
pulverizações para o combate das pragas de importância
econômica.
Em certas épocas do ano, a mosca-das-frutas,
Ceratitis capitata, causa prejuízos aos frutos da acerola.
Recomenda-se a utilização de paration ou óleo
mineral para o controle das cochonilhas e de enxofre para
o controle dos ácaros, além de produtos à
base de fenthion, como isca ou em pulverização,
contra a mosca-das-frutas.
Controle de Doenças
Cercosporiose - Esta doença caracteriza-se
pela presença de tecido morto como pontuações
medindo de 1 a 5mm de diâmetro, arredondadas e, às
vezes, irregulares, nas duas faces das folhas, que amarelecem
e caem. Os produtos químicos a base de cobre controlam
a doença.
Há duas doenças, entretanto,
que poderão eventualmente atacar os pomares de aceroleira.:
verrugose e antracnose, cujas plantações de
aceroleira estavam consorciadas com mamoeiros e maracujazeiros.
Em virtude desse registro, deve-se evitar consorciação.
Produtividade
No que se refere ao rendimento alcançado
por planta e por hectare, há grandes diferenças
entre as áreas cultivadas, dependendo principalmente
da variedade ou clone explorado, dos tratos culturais adotados
e do manejo da irrigação, entre outros fatores.
Colheita
A colheita dos frutos da aceroleira destinados
ao consumo in natura ou ao processamento do suco para fins
de exportação deve ser feita de maneira bastante
criteriosa. Os colhedores devem ser adequadamente treinados
para o trabalho de colheita. As acerolas destinadas a mercados
consumidores distantes devem ser colhidas "de vez".
Durante o processo de colheita, seleção e embalagem,
é preciso evitar que os frutos sofram pancadas ou ferimentos,
o que acelera sua deteriorização.
Os frutos, principalmente os maduros, devem
ser acondicionados nas caixas de colheita em poucas camadas,
pois o peso das camadas superiores pode provocar o rompimento
da casca dos frutos das camadas de baixo.
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Fonte: Coleção Plantar - Acerola
Responsável pela criação do conteúdo
intelectual: Embrapa
Semi-Árido - Petrolina - PE.
Variedades
Acerola Rubra
Saiba mais em
http://www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/folder/folder_Rubra_2008.pdf
Cabocla
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http://www.cnpmf.embrapa.br/publicacoes/folder/Folder_Cabocla.pdf
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