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Perguntas e Respostas: Citros

CLIMA voltar

1. Qual a influência do clima na produção de citros e quais as suas características em função do tipo de clima?

O clima exerce grande influência sobre o vigor e longevidade das plantas cítricas, qualidade e quantidade de frutos. Os citros desenvolvem-se melhor em regiões de clima mais ameno, desde que os solos sejam adequados e o regime pluvial atinja cerca de 1.200 mm anuais, bem distribuídos durante o ano, podendo-se suplementar os déficits com água de irrigação. A temperatura tem efeito acentuado sobre a qualidade do fruto e é um fator que determinou a distribuição geográfica das plantas cítricas na grande faixa de 40º ao norte e sul do equador.

Os frutos produzidos nos climas frios têm melhor coloração de casca e da polpa, bem como teor mais altos de açúcares e ácidos, que acentuam o sabor . Nos climas quentes os frutos são menos coloridos interna e externamente, com teores mais baixos de açúcares e principalmente de acidez, o que resulta em frutos mais doces, porém de paladar mais pobre. Sob temperaturas mais altas o período floração – maturação é bastante encurtado e os frutos permanecem pouco tempo na planta depois de maduros. Os climas quentes são propícios ao cultivo dos pomelos e toranjas, limas doces e ácidas e limões verdadeiros.

SOLOvoltar

2. Como se realiza o preparo do solo para a produção de citros?

De maneira geral, inicia-se com a aração e gradagem, existindo poucas recomendações sobre a implantação de culturas anuais ou ainda outros pomares arbóreos.

Nos sistemas de desmatamento, as operações têm início no período de menor precipitação pluvial, terminando com a derrubada propriamente dita Não devemos incentivar as queimadas. Após esta fase começam as variações que podem ser resumidas nas alternativas seguintes:

  • plantio de culturas de ciclo curto, entre os tocos, com destocas parciais que demoram de dois a cinco anos até completa mecanização da área. Esta é mais utilizada pelos pequenos produtores.
  • plantio de cultura de ciclo curto , entre os tocos, por um ou dois anos, com destoca total mecanizada no final deste período. Esta é mais usada por médios e grandes produtores.
  • destoca total mecanizada, sem cultivo entre os tocos. Esta é mais empregada por grandes produtores.

Em seguida à destoca vem o enleiramento do material que deve ser realizado com "garfos" e nunca com lâminas, para arrastar somente o material lenhoso e não o solo.

ESPAÇAMENTOvoltar

3. Quais os fatores que determinam o espaçamento adotado no pomar?

A escolha do espaçamento a ser adotado no pomar varia em função do porte da planta, textura e níveis de nutrientes do solo, tratos culturais, emprego de culturas intercalares, e uso de irrigação. A seguir são recomendados alguns espaçamentos, de acordo com o porte da planta.

Cultivares Porte Espaçamento (m) Plantas/ha
Laranjas Baianinha e Valência; lima ácida Tahiti, lima da Pérsia e pomelos. Grande 7 x 4 357

Laranjas Pêra, Natal e Rubi,Tangerinas Ponkan e Murcott

Médio 6 x 4 416

As plantas cítricas, sob condições tropicais como no Brasil, têm vida curta, fato que dentre outros fatores, enseja o emprego de espaçamentos mais densos o que incide também no retorno mais imediato do capital investido. As alternativas oferecidas acima visam atender às exigências da maior ou menor fertilidade e profundidade efetiva do solo e ao manejo dedicado ao pomar, especialmente o uso de culturas intercalares.

ALINHAMENTOvoltar

4. Como deve ser feito o alinhamento da cultura de citros?

Em áreas com declive suave, fazer a marcação do pomar em retângulo, de acordo com o espaçamento recomendado para a cultivar. Em áreas com declive de até 5%, fazer o alinhamento em nível, com o auxílio do "trapézio", "pé-de-galinha" ou similares. Em declives superiores a 5%, além do plantio em nível, devem ser utilizadas outras práticas conservacionistas, como cultivo de leguminosas nas entrelinhas, cultivo em faixas alternadas, cordões em contorno, renques de vegetação ou terraços e banqueta individuais. Estas medidas são necessárias para reduzir as perdas de solo e água no pomar. Neste caso, deve-se procurar orientação técnica adequada.

COVEAMENTO voltar

5. Qual o melhor procedimento para a abertura de covas no plantio de citros?

A abertura das covas pode ser feita manual ou mecanicamente, com trados. Nos plantios extensos podem ser abertos sulcos com sulcador de cana, ficando os sulcos em nível, se houver declividade que exija essa prática. As covas devem ter as dimensões de 40 cm x 40 cm x 40 cm (largura e profundidade). Apesar dessa operação ser cara e demorada, pode ser necessário fazer covas com mais de 40 cm de profundidade, a fim de ultrapassar a camada adensada, se esta estiver a maior profundidade.

Na abertura da cova deve-se separar a terra da camada superficial (A) e da inferior (B) e inverter sua posição no enchimento, jogando primeiro (A), misturada com os adubos e calcário, completando-se o enchimento com (B), que é a terra pura onde são espalhadas as raízes de muda nua, ou onde é colocada a muda de torrão ou produzida na própria embalagem.

As covas devem ser preparadas com bastante antecedência, adubadas com material orgânico e mineral, para que ocorra o processo inicial mais ativo da fermentação dos adubos orgânicos e abertas no dia do plantio.

CULTIVARES voltar

6. Quais as cultivares mais recomendadas no Brasil?

A sugestão para plantio de cultivares de diferentes épocas de maturação e respectiva percentagem é apresentada no quadro abaixo:

Variedades

% de plantio

Maturação

Laranjas doces

Lima, Hamlim, Parson Brown, Midsweet

10

Precoce

Baianinha, Rubi, Westin

20

Meia-estação

Pera

40

Meia-estação/tardia

Valência, Natal

40

Tardia

Tangerina

Mexerica, Ponkan, Murcotte

08

Tardia

Limas ácida e doce

Tahiti

 

Ano todo

Lima da Pérsia

02

Precoce

PORTA-ENXERTOS voltar

7 . Qual o porta-enxerto mais indicado para a cultura dos Citros?

A fim de contornar os riscos quando são adotados porta-enxertos pouco conhecidos ou de indicação recente de trabalhos experimentais, é aconselhável diversificar as combinações utilizando-se porta-enxertos tradicionais, acompanhados, em menor escala, desses menos conhecidos. Os mais recomendados encontram-se no quadro abaixo.

Cultivares copa Cultivares porta-enxerto
Laranjeira Baianinha

Limoeiros Rugoso da Flórida,Rugoso da Flórida FM e Cravo

Laranjeira Bahia

Limoeiros Cravo, Rugoso Nacional, Estes, Mazoe e Flórida, Citrange Carrizo e tangelo Orlando

Laranja Pera

Tangerineira Cleópatra, Limoeiro Cravo, Tangerinas Sunki, Swatow e Oneco

Laranja Natal Limoeiros Rugoso da Flórida FM, Rugoso da Flórida e Cravo
Laranja Lima Limoeiro Cravo
Lima da Pérsia Limoeiro Cravo
Lima ácida Tahiti Limoeiros Cravo e Volkameriano, citrumelo Swingle e tangerineira Cleópatra

MUDA CÍTRICA voltar

8 . Existem normas para que se obtenha uma muda padronizada?

Sim. As normas para produção de mudas cítricas estabelecem que elas devem ser podadas, quando maduras, a 40-50cm do solo no caso de tangerineiras e 50-60cm quando forem laranjeiras, limoeiros e pomeleiros. Para formar a copa, deixa-se desenvolver três ou quatro brotações, as mais vigorosas e espaçadas convenientemente, distribuídas em espiral em torno da haste. No método mais moderno e vantajoso, de muda vareta, faz-se apenas o desponte antes do plantio, levando-se a muda para campo, onde a copa é feita. Além do menor tempo que leva para ficar pronta, esse tipo de muda facilita bastante o transporte e o plantio.

PLANTIO voltar

9. Como se realiza o plantio da muda de citros?

Procede-se o plantio dispondo-se as mudas de modo que seu colo fique um pouco acima do nível do solo( mais ou menos 5 cm). Os espaços entre as raízes são cheias com terra, permanecendo elas estendidas em posição semelhante à que tinham no viveiro. Comprime-se a terra sobre as raízes e ao redor de planta. Em seguida, faz-se uma "bacia" em torno da muda e rega-se com 10 a 20 litros de água, para finalmente cobrir-se com palha, capim seco ou maravalhas. Tutorar a muda se houver incidência de ventos fortes.

10. Como deve ser feita a abertura e qual o tamanho recomendado para as covas? Já se pode adubar na cova?

A abertura das covas pode ser feita normal ou mecanicamente, com trados. Nos plantios extensos podem ser abertos sulcos com sulcador de cana, ficando os sulcos em nível, se houver declividade que exija essa prática. As covas devem ter as dimensões de 60 x 60 x 60cm (largura e profundidade). Apesar dessa operação ser cara e demorada , pode ser necessário fazer covas com mais de 60cm de profundidade, a fim de ultrapassar a camada adensada, se esta tiver a maior profundidade. A cova é preparada para o plantio misturando-se a terra da camada superficial com a matéria orgânica A essa mistura acrescentam-se 500 g de superfosfato simples e 1 kg de calcário, ou de acordo com a análise do solo. Esse material deve ser misturado à terra da superfície, jogando-se a mistura no fundo da cova.

ADUBAÇÃO voltar

11. Quais os adubos químicos mais utilizados nos pomares de citros? E qual é a maneira correta de sua aplicação?

A quantidade de adubos, equivalentes a 10 kg de N, P2 O 5 e K2O encontra-se no quadro abaixo:

Equivalente a 10kg  de P2O5 
Adubos Equivalente a 10Kg de N

Equivalente a 10kg de K2O

Equivalente a 10kg de K2O 

Esterco de Curral (bovino) 2.000 Kg    
Esterco de Aves 500 Kg    
Torta de Cacau 300 kg    
Torta de mamona 200 kg    
Uréia 22 Kg    
Sulfato de amônia 50 Kg    
 
Superfosfato simples   55 Kg  
Superfosfato triplo   22 Kg  
 
Cloreto de potássio     17 Kg
Sulfato de potássio     20 Kg

Observação: Vale lembrar que a adubação do pomar é somente uma das formas de se tentar aumentar a produção. Outras praticas, tais como tratos culturais, controles de pragas e doenças, uso de uma boa muda, etc., também devem merecer atenção.

Modo de aplicação dos adubos

Nitrogênio

Em plantio a ser instalado, aplicar o nitrogênio orgânico na cova ou o mineral após a "pega" da muda. Em plantios em formação ou produção, deve ser aplicado duas vezes ao ano, nos meses de março e agosto, ou início e próximo ao fim das chuvas, em cobertura, na projeção da copa ou entrelinha, fazendo posteriormente uma gradagem superficial para incorporação.

Fósforo

Em plantio a ser instalado, aplicar até 200 g de superfosfato simples na cova. Havendo recomendação de maior dose, o restante deverá ser aplicado em cobertura, após a "pega" da muda.

Em plantios em formação ou produção, aplicar todo o fósforo em cobertura no mês de março ou início das chuvas, na projeção da copa ou entrelinha, juntamente com o nitrogênio e/ou potássio recomendados.

Potássio

Em plantio a ser instalado, aplicar a metade da dose recomendada em cobertura, após a ‘pega’ da muda, e o restante quatro meses após.

Nos plantios em formação ou produção, aplicar metade da dose em março e metade em agosto, ou no início e próximo ao fim das chuvas, juntamente com as doses de nitrogênio. Não é aconselhável usar potássio nos três primeiros anos do pomar, quando o teor no solo for superior a 20 mg/dm-3.

Micronutrientes

As soluções de ácido bórico ou bórax a 0,1% são capazes de corrigir deficiências de boro. A calda bordaleza (0,3% de sulfato de cobre + 0,5% de cal extinta) é usada no controle de deficiência de cobre.

As soluções de sulfato ferroso a 0,5% ou quelados desse nutriente corrigem deficiência de ferro. Uma solução diluída de molibdato de amônio corrige deficiência de molibdênio, poucas semanas após aplicação quando não o foi pela calagem.

As pulverizações com sulfato a 0,5% ou óxido de manganês e de zinco a 0,15-0,30% corrigem deficiências de manganês e zinco, bastante comuns nos citros.

Época de aplicação

Deve-se ter o cuidado de efetuar as adubações foliares com micronutrientes na primavera, quando 1/3 das folhas estão expandidas. E como seus efeitos são prolongados, deve-se repetir a cada ano ou duas a três vezes por ano.

12. Quais os efeitos que os adubos orgânicos exercem no solo?

  • aumento da disponibilidade de macro e micronutrientes, através da mineralização da matéria orgânica;
  • elevação da capacidade de troca de cátions,
  • diminuição da fixação de P por óxidos amorfos;
  • agregação ao solo reduzindo a suscetibilidade à erosão;
  • aumento da capacidade de retenção de água;
  • favorecimento das operações de preparo do solo e das atividades microbiológicas do solo;

A quantidade de esterco de bovinos a ser aplicado na planta cítrica e o Equivalente em Kg N, P2O5 e K2O/ha encontra-se no quadro abaixo:

Quantidade/planta Esterco  (t/ha) N  P2O5 K2O
20 l ou 8 kg (1 lata) 4 20 12 20
40 l ou 16 kg (2 latas) 8 40 24 40
60 l ou 24 kg (3 latas)  12 60 36 60

TRATOS CULTURAIS voltar

13. Como é realizada a poda nas plantas cítricas?

As plantas cítricas bem conformadas e que se originaram a partir de mudas adequadamente preparadas, em geral dispensam as podas como prática de rotina. Assim sendo, dois tipos de poda são normalmente efetuados. A primeira efetuada em plantas jovens, nos primeiros dois anos, período em que é muito comum ocorrerem brotações abaixo da copa. Essas brotações devem ser eliminadas bem novas, quando ainda permitem sua retirada com o simples passar dos dedos, dispensando o uso de ferramentas.

Além desta eliminação dos brotos indesejáveis, também denominados de "chupões" ou "ladrões", outra poda necessária é aquela feita com a finalidade de eliminar os ramos doentes, praguejados ou mal formados. Podas de renovação de pomares decadentes ou destinadas a ampliar os espaços em pomares muito densos dependem de uma avaliação bem criteriosa e não devem ser efetuadas sem um acompanhamento mais detalhado por parte de um técnico especializado.

14. Como posso manter a cobertura verde no pomar cítrico?

Pode ser de forma manual, mecânica ou química. A capina manual visa diminuir a concorrência do mato na coroa ou na faixa de plantio, usando-se a enxada na época seca e foice ou estrovenga no período das chuvas. É uma operação que deve ser feita com cuidado, evitando-se cortar raízes e ferir o tronco, para não favorecer o ataque de fungos causadores da gomose. Considerando este aspecto fitossanitário, o controle do mato mediante a aplicação de herbicidas, seja no coroamento ou na faixa, é extremamente vantajosa, pois evita danos nas plantas e é economicamente mais viável por ser necessário um número reduzido de aplicações.

15. Como deve ser o procedimento correto do uso de máquinas e implementos em um plantio de citros?

Na região Nordeste, a grade é mais utilizada na época mais seca, em geral de setembro a março, quando a concorrência por água é maior. Nas áreas onde o inverno é frio e seco, há uma tendência para se utilizar a grade uma vez por ano ou a cada 2 anos, especialmente com a finalidade de incorporar calcário e fósforo a maiores profundidades do solo. A roçadeira, por sua vez, é mais empregada no período chuvoso, quando a água disponível é suficiente para a cultura e a presença do mato ceifado é importante no sentido de proteger o solo contra o de erosão.

16. O plantio de citros juntamente com outras culturas, principalmente fruteiras, é viável? Em caso positivo como escolher a cultura a ser consorciada?

É sim. A implantação do pomar é cara, hoje oscilando em torno de US$ 1.500,00 e o retorno deste capital empregado pode ocorrer somente 5 ou 6 anos após o plantio. Por isto, nos primeiros anos de vida do pomar, quando sobra espaço, uma boa prática consiste em explorar culturas intercalares de ciclo curto como feijão, amendoim, mandioca, fumo, batata-doce, inhame, abóbora, melancia ou fruteiras, tais como abacaxi, mamão ou maracujá.

Quanto a melhor cultura intercalar, isto vai depender da demanda de uma região, do tipo de produtor, da idade da planta, entre outras coisas. Porém para garantir o sucesso na associação de cultivos alguns cuidados são imprescindíveis:

  • dar preferência a cultivares do porte baixo e de curta duração;
  • a cultura intercalar deve ser mantida a uma distância mínima de 1,5 m da laranjeira. No caso da mandioca, mamão e outras culturas altas, a distância deve ser ampliada para 2 m;
  • eliminar a cultura intercalar quando houver competição por espaço, e limitá-la, progressivamente, ao centro das ruas, à medida em que as laranjeiras se desenvolvam;
  • atender as exigências nutricionais das culturas consorciadas, por meio de adubações específicas;
  • orientar, quando possível, as culturas intercalares de maior porte no sentido leste-oeste, a fim de reduzir ao mínimo o sombreamento de laranjeira.

TRATOS FITOSSANITÁRIOS voltar

DOENÇAS

17. Quais os sintomas de uma planta cítrica infectada pela gomose e quais as medidas de controle que o citricultor deve tomar para evitar a gomose em viveiros e pomares?

Os sintomas podem variar dependendo da espécie ou cultivar de citros, da idade da planta, dos órgãos onde ocorre o ataque ou das condições ambientais prevalecentes. Em viveiros, o fungo pode atacar os tecidos da região do colo das plantinhas, com lesões deprimidas de cor escura que aumentam de tamanho e acabam provocando a morte das mudas. O fungo pode ainda infectar sementes e causar podridões antes mesmo da germinação.

Em pomares o ataque do fungo pode ocorrer tanto acima quanto abaixo da superfície do solo. Quando eles aparecem abaixo ou ao nível da superfície os sintomas são pouco precisos e incluem: podridão de raízes e radicelas, exsudação de goma, morte das camadas mais internas do lenho. Quando o ataque do fungo se dá na região do colo ou acima da sua superfície os sintomas incluem: exsudação de goma, escurecimento dos tecidos localizados abaixo da casca, sintomas reflexos da parte aérea, como clorose intensa das folhas correspondendo à face do tronco ou das raízes principais onde ocorrem as lesões. Os frutos mais próximos ao solo podem ser contaminados apresentando podridão seca de coloração marrom-parda que apresentam forte cheiro acre.

As medidas de controle devem ser preventivas ou curativas. Para diminuir a incidência em viveiros recomendam-se as seguintes medidas: desinfestar o solo, tratar as sementes com fungicidas ou com calor (10 minutos à temperatura de 51,7ºC); tratar a água de irrigação com sulfato de cobre 20ppm); evitar adubações nitrogenadas pesadas; pulverizar periodicamente as mudas com fungicidas (Fosetyl-Al); colocar no solo da sementeira entre as linhas o fungicida Metalaxyl na formulação granulada; não repetir o viveiro na mesma área. As plantas adquirem resistência após a formação das folhas definitivas e a maturação dos tecidos.

Como medidas preventivas recomendam-se principalmente inspeções regulares nas plantas do pomar, examinando a região da base do tronco (em todo o pomar) e raízes laterais principais (nas plantas da área foco). Utilizar porta-enxertos que apresentem alguma resistência aos fungos (tangerina Sunki, Citranges, Citrumelos e Poncirus trifoliata); evitar solos pesados e mal drenados; enxertar as plantas a uma altura de 30 a 40 cm do solo; evitar o acúmulo de umidade e detritos junto ao colo das plantas; evitar adubações nitrogenadas pesadas e presença de esterco e terra, amontoados junto ao colo; podar os galhos inferiores a 80 cm evitando, principalmente a podridão de frutos; pincelar o tronco e a base do ramo com um fungicida preventivo ou pasta bordalesa antes do início da estação chuvosa; e evitar ferimentos durante os tratos culturais.

No pomar, como tratamento curativo recomenda-se o pincelamento dos troncos com pasta bordalesa (1:1:10) ou fosetyl-Al (4,8g i.a./L) após a cirurgia localizada para retirar os tecidos lesionados, pulverização da copa com o mesmo produto na dosagem de 2g i.a./L, combinando-se esse tratamento com a aplicação no solo de Metalaxil (60g./planta adulta). As aplicações, em número de três, devem ser feitas no início e durante o período chuvoso do ano, quando as condições ambientais são mais favoráveis ao fungo.

18. Existe mais de um agente causal do estiolamento das sementeiras? Como controlar cada uma deles?

Esta é considerada a principal doença de sementeiras. Ela pode ser causada pelos fungos Rhizoctonia solani, Pythium aphanidermatum, Phytophthora citrophthora, P. nicotianae var. parasitica ou Fusarium spp. A maioria das sementes apodrecem e não germinam. As que conseguem germinar formam plantinhas com folhas amareladas, murchas, seguindo-se um apodrecimento na região do colo, próximo à linha do solo, provocando seu tombamento e sua morte.

Como medida preventiva, recomenda-se, em caso de as sementeiras serem feitas no solo, a desinfestação com Dazomet na dosagem de 2,5 kg por 100 m2. Neste caso deve-se esperar por um período de três a seis meses antes de se fazer a semeadura. As sementes devem ser tratadas pelo calor submetendo-as a 51ºC a 52ºC durante 10 minutos ou pelo tratamento químico com apron 3 g/kg de sementes ou captan, com 4 g/k de sementes. Como tratamento preventivo do solo para preparo de mudas em vasos, recomenda-se o uso de quintozene na base de 400g/m3 de solo.

Em caso de o ataque ser pós-emergente e ocasionado pelo fungo Rhizoctonia, usam-se produtos à base de PCNB na dosagem de 300g para 100 litros de água, aplicando-se 2 litros por metro quadrado de canteiro. Caso o ataque seja ocasionado por Pythium ou Phytophthora usar fosetyl-Al na dosagem de 250g/100 l de água, pulverizando as plantinhas até o ponto de escorrimento. Em ambos os casos as plantinhas doentes devem ser retiradas da sementeira. O controle biológico de Rhizoctonia e Phytophthora pode ser feito utilizando um fungo benéfico denominado Trichoderma, que já está formulado como fungicida biológico.

Os agentes da doença causam sintomas muito semelhantes, sendo conveniente enviar as partes da plantinha afetada para um laboratório com atendimento em clínica fitopatológica a fim de que se estabeleça um programa eficiente de controle.

19. Queda prematura de frutinhos, estrelinha e podridão floral são a mesma doença? O que fazer para controlar?

Podridão floral, queda prematura dos frutos ou estrelinha são a mesma doença. Em flores infectadas, os primeiros sintomas aparecem na flor tipo palito de fósforo, cotonete ou nas pétalas, sob a forma de lesões encharcadas de coloração alaranjada. Após o florescimento, os frutinhos recém-formados amarelecem, destacam-se da base do pedúnculo e caem, deixando os discos basais, os cálices e as sépalas aderidos. Os cálices continuam crescendo, transformando-se numa estrutura dilatada, com as sépalas salientes, semelhantes a estrelas. Daí a denominação da doença de "estrelinha". Essas estruturas permanecem secas e aderidas aos ramos por muito tempo, prejudicando a próxima florada. Às vezes os frutos não chegam a cair, porém, afetados pela doença, permanecem desenvolvendo-se deformados e pequenos, menores que um centímetro de diâmetro.

É preciso não confundir a doença com o peco fisiológico que apresenta sintomas semelhantes. No peco fisiológico os frutos caem por falta de nutrição, excesso de floração e períodos de seca seguidos por períodos de intensa molhação ou umidade. Nestes casos o frutinho cai, levando consigo todas as suas partes, desde o pedúnculo até o suporte onde está inserido.

Os tratamentos utilizados para o controle da doença não tem sido satisfatório, principalmente em virtude das chuvas que possam ocorrer no momento em que as pulverizações são necessárias. Medidas que visem obter floradas fora dessas condições são recomendadas, como antecipação de florescimento com irrigação ou uso de porta-enxertos indutores de florescimento precoce. O controle químico com fungicidas dos grupos benzimidazóis, triazóis, cúpricos ou dicarboximidas pode ser feito, iniciando o controle quando as flores estiverem no formato palito de fósforo, uma segunda aplicação no estágio da flor cotonete e uma terceira no fruto tamanho chumbinho. Uma quarta pulverização pode ser feita no estágio fruto bola de gude, caso as condições climáticas indiquem chuvas e umidade excessiva na parte da manhã

Em áreas irrigadas por aspersão, as pulverizações devem ser noturnas, para evitar um período prolongado de umidade que se poderia somar com a umidade do orvalho, caso as pulverizações fossem feitas durante o dia. Para algumas variedades, a irrigação também pode ser como uma opção de controle, desde que seja usada como forma de antecipar a floração, fugindo do período normal de floração que coincida com prolongados períodos de chuva, seguidos de alta umidade relativa.

20. As minhas plantas estão amareladas de um só lado, mas o tronco e as raízes estão sadios. Nota-se uma lesão na forquilha do tronco principal e nas forquilhas dos ramos menores. O que será?

Pelos sintomas descritos, trata-se da doença rubelose que é causada pelo fungo Corticium salmonicolor. A doença afeta, principalmente, tangerinas, limas doces e pomelos, provocando a morte dos ramos com o aparecimento de lesões que, geralmente, se iniciam nas forquilhas dos ramos principais. Nesses lugares o teor de umidade é maior, favorecendo o desenvolvimento do que em certas situações chega a ser visto a olho nu como um revestimento esbranquiçado e brilhante sobre o tecido apodrecido da casca. Correspondente à lesão, as folhas da copa tornam-se amareladas, porém persistem por muito tempo na planta. Com a morte da casca os ramos apresentam fendilhamentos e descamações.

Para diminuir a incidência da rubelose recomendam-se as seguintes medidas: melhorar as condições de aeração da planta por meio de poda de ramos secos, improdutivos e mal posicionados (a operação deve ser realizada após a colheita principal); cortar os ramos atingidos cerca de 30 centímetros abaixo da margem inferior das lesões; pincelar o corte dos troncos e ramos principais, especialmente as forquilhas com uma pasta cúprica; e destruir com fogo todo o material podado.

Em regiões com temperaturas amenas e alto teor de umidade ou quando a incidência da doença causa danos econômicos, recomenda-se um monitoramento no pomar para definir o início das infecções. Definido este período, deve-se aplicar em pulverização sobre as plantas, principalmente nas zonas de forquilhas, chlorotalonil na dosagem de 300g/100 L de água, aproximadamente 45 dias antes deste período estabelecido, em três pulverizações, obedecendo um intervalo de 15 dias.

21. Fumagina é uma doença que prejudica o citros? Quem causa a fumagina e quais os seus sintomas?

Na verdade o revestimento preto que recobre folhas, ramos e até mesmo frutos cítricos causa apenas uma diminuição na fotossíntese da planta, sem, contudo, causar prejuízos importantes, o que é feito por cochonilhas, pulgões e outros insetos que vivem conjuntamente a com a fumagina. A doença é causada por fungos de revestimento do gênero Capnodium que produzem uma capa espessa, semelhante à fuligem que recobre folhas ramos e frutos. Uma poda de limpeza e o controle dos insetos são recomendações de controle.

22. Qual a diferença entre calda bordalesa, pasta bordalesa e calda sulfocálcica?

A calda bordalesa é uma calda composta de cal virgem (1 quilo) e sulfato de cobre (1 quilo) em água (100 litros). A calda sulfocálcica é composta de cal virgem (12,5 quilos) e flor de enxofre (25 quilos) em 100 litros de água. Na aplicação de ambas devem ser observados cuidados para que, no final, não fiquem ácidas e não sejam aplicadas em horários muito quentes do dia

A pasta bordalesa é preparada misturando-se 1 quilo de sulfato de cobre e 1 quilo de cal virgem em 10 litros de água e deve ser usada em pincelamentos de troncos e ramos, não devendo ser pulverizada.

23. Quais os sintomas da melanose? Quem causa a melanose em citros? Como deve ser feito o controle da melanose em citros?

Esta doença torna-se importante em pomares cuja produção destina-se ao mercado de fruta fresca. O controle é muito difícil, pois o fungo penetra nos frutos quando eles estão do tamanho de uma bola de gude, sem apresentar nenhum sintoma. Os sintomas só vão aparecer quando o fruto está madurando e o controle não mais pode ser realizado.

O controle químico deve ser efetuado juntamente com o controle para verrugose quando os frutos ainda estiverem no tamanho de bola de gude ou pingue-pongue, utilizando produtos cúpricos ou benzimidazois. Como medida cultural, recomenda-se a eliminação de galhos secos. As medidas de controle químico só são recomendadas para variedades mais suscetíveis (limões verdadeiros, pomelos e algumas laranjas, como a Baianinha), e quando o destino da produção for o mercado de frutos in natura.

24. Existe algum controle para a podridão estilar do limão Tahiti?

A podridão estilar da lima ácida "Tahiti" é uma desordem fisiológica que se manifesta na pós-colheita e ocorre em frutos maduros ou muito próximos da maturação. O descarte e a perda de frutos em certas regiões chegam a 40% nos meses mais quentes. Os sintomas decorrem do rompimento das vesículas de suco, localizadas na periferia dos lóculos dos frutos. O suco liberado invade a casca pelo eixo central, causando a podridão dos tecidos e formando, inicialmente uma pequena lesão de coloração parda, situada na parte estilar, que expande--se em seguida, ocupando uma grande área do fruto.

Como medidas preventivas de controle recomenda-se colher os frutos com cerca de 50 mm de diâmetro, antes da completa maturação. Após a colheita, deve-se manter os frutos à sombra, borrifando-os periodicamente com água para manter uma baixa temperatura.

25. Quem é o causador do "declínio" dos citros? Quais os sintomas do "declínio"?

O declínio dos citros é uma anormalidade que acontece na planta cítrica, ainda de causa desconhecida. Apesar de os citros apresentarem declínios causados pela idade, estresse hídrico, doenças de raízes e troncos, este tipo de declínio apresenta sintomas particulares, como entupimento dos vasos condutores de seiva, acúmulo de zinco nos tecidos da casca, paralisação do crescimento, murchamento das folhas, morte da copa com brotação intensa do porta-enxerto e brotação intensa no meio da copa, com os ramos crescendo para cima e formando um ângulo reto. Ainda não existe controle para o mal.

26. Meu pomar está cheio de umas crostas vermelhas nas folhas. Parece que não causa problemas, mas a infestação é grande. Quais os benefícios do fungo vermelho para a lavoura cítrica?

O fungo vermelho é um fungo benéfico que tem o nome de Aschersonia e age sobre insetos-pragas dos citros. O aparecimento de folhas com um número muito grande deste fungo não deve ser pulverizado indiscriminadamente, mas baseado num programa de manejo integrado de pragas.

DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS

27. Quem causa a clorose variegada dos citros Ela é o mesmo que o amarelinho?

Sim, a clorose variegada dos citros ou amarelinho é causada por uma bactéria sistêmica denominada Xylella fastidiosa, que habita o lenho das plantas.

Inicialmente, foi considerada uma nova anormalidade das plantas cítricas, recebendo a denominação de amarelinho-dos-citros, todavia, após observações mais cuidadosas sobre a sintomatologia passou a ser chamada de clorose variegada dos citros (CVC).

A disseminação da doença se dá por meio de insetos como as cigarrinhas. A dispersão da bactéria para médias e longas distâncias de um foco inicial é feita através de mudas infectadas e enxertos.

28. Quais as medidas de controle mais eficientes para a CVC?

Como ainda não existe uma única medida de controle eficiente, é necessário que as recomendações sejam consideradas em conjunto para uma possível convivência com a doença. Estas medidas visam impedir a entrada da CVC em áreas sem a doença, diminuir os seus efeitos, dificultar a sua disseminação no pomar e selecionar plantas para estudos de resistência.

- Plantio de mudas sadias adquiridas em viveiros registrados, evitando a comercialização de mudas provenientes de regiões contaminadas.
- Manter o pomar com as ruas limpas e o mato baixo nas entrelinhas;
- Realizar inspeções periódicas nos pomares para determinar a presença de cigarrinhas e os focos iniciais da doença. Plantas com menos de quatro anos com frutos pequenos tornam-se irrecuperáveis;
- Efetuar poda de ramos, cerca de 50 e 70 centímetros a partir da última folha inferior com sintomas. A poda visa diminuir o potencial de inóculo e deve ser feita quando o pomar está sob controle, para detecção dos focos iniciais;
- Nos viveiros, utilizar inseticidas, com aplicação quinzenal, no período em que as plantas estiverem emitindo novas brotações;
- Os viveiros devem ser instalados a cerca de 200 metros dos pomares cítricos;
- Procurar nos pomares afetados plantas de elite, remanescentes e sem sintomas, com bom aspecto vegetativo. Comunicar imediatamente aos órgãos de pesquisas, para multiplicação e estudo do potencial de resistência dessas plantas.

29. Quem é o causador do cancro cítrico?

Cancro cítrico é uma doença causada pela bactéria Xhantomonas axonopodis pv. citri que provoca lesões nas folhas, frutos e ramos e, consequentemente, queda de folhas, frutos e de produção. É uma doença de difícil controle e responsável pela erradicação de milhares de plantas em São Paulo e Minas Gerais. Ainda não foi relatada no Nordeste.

DOENÇAS CAUSADAS POR VÍRUS

30. Quais são as principais doenças causadas por vírus? Elas podem ser controladas?

As principais doenças causadas por vírus e viróides são: tristeza, sorose, exocorte e xiloporose. À exceção da tristeza, que é transmitida pelo pulgão preto, as demais somente são transmitidas por borbulhas ou instrumento de trabalho. Para estas, cuidados no manuseio das ferramentas e obtenção de borbulhas sadias representam um excelente meio de controle. Para a tristeza, além destes métodos, as plantas devem ser premunizadas com estirpes fracas do vírus para evitar uma recontaminação.

31. O que é pré-imunização?

Pré-imunização é a proteção que se dá a uma planta, colocando-se nela um vírus fraco, que ocupa os seus tecidos sem causar-lhe danos e impedindo uma infecção por outros vírus que possam lhe fazer mal.

32. O que causa a morte súbita dos citros e como posso identificar os seus sintomas?

Até agora não se sabe. Alguns fatos observados no quadro sintomatológico indicam que a doença seja causada por um organismo vivo, possivelmente um vírus.

Os primeiros sintomas observados são a perda generalizada do brilho das folhas, seguida de ligeira desfolha, com poucas brotações externas e sem brotações internas na copa das plantas. A característica mais notável é a coloração amarelada nos tecidos internos da casca do porta-enxerto. Os vasos condutores de seiva ficam obstruídos, afetando o sistema radicular, que apresenta várias raízes mortas. Com a morte das raízes a planta entra em colapso e morre subitamente.

33. Já existe algum método de controle para a morte súbita dos citros (MSC)?

Até que se possa afirmar o que causa a morte súbita dos citros, alguns cuidados devem ser tomados para evitar a sua disseminação:

- Não formar pomares sobre limão ‘Cravo’ na área afetada;
- Não transportar material propagativo (borbulhas e mudas) para fora das áreas afetadas;
- Nas regiões afetadas pela MSC, fazer subenxertias das árvores em limão ‘Cravo’ com porta-enxertos de tangerina ‘Cleópatra’ ou Sunki’;
- Produzir mudas sobre diferentes porta-enxertos tolerantes, em regime de proteção com tela antiafídeos;
- Notificar algum órgão oficial assim que descobrir sintomas da MSC.

34. O que é greening / huanglongbing?

O greening, inicialmente chamado de “doença do ramo amarelo”, e posteriormente huanglongbing (HBL), doença do dragão amarelo, é considerada a doença dos citros de maior importância no mundo, em função da dificuldade de controle, da rápida disseminação e por ser altamente destrutiva.

35. Quais os sintomas do HLB?

Os sintomas podem aparecer tanto em plantas jovens como em plantas em plena produção. Em ambos os casos os primeiros sintomas aparecem inicialmente nos ramos, que se apresentam com folhas amareladas em contraste com a coloração verde das folhas dos ramos não afetados, e são visíveis à distância. Com a evolução da doença, há intensa desfolha dos ramos afetados e os sintomas começam a aparecer em outros ramos da planta, tomando toda a copa, inclusive com o surgimento de seca e morte de ponteiros. Nos frutos, os sintomas externos são pequenas manchas circulares verde-claro que contrastam com o verde normal. Também ocorre redução no tamanho dos frutos, que se tornam deformados ou murchos e com uma coloração acinzentada e fosca. Internamente, ao cortar-se um fruto, no sentido longitudinal, notam-se uma assimetria entre os lados e filetes alaranjados que partem da região de inserção com o pedúnculo.

36. Quais os métodos de controle para o HLB?

Para os estados em que a doença já se instalou, estão sendo recomendadas as seguintes medidas de controle:

Inspeção do pomar – Recomenda-se fazer inspeções constantes, planta a planta, pelo menos quatro vezes por ano;
Monitoramento do inseto vetor – O monitoramento de Diaphorina citri pode ser realizado por meio de armadilhas adesivas amarelas e pela observação de brotos novos. As armadilhas devem ser posicionadas em pontos estratégicos da propriedade para detectar a presença e movimentação do inseto vetor. Devem ser vistoriados de três a cinco ramos novos por planta, observando a presença de ovos, ninfas e/ou adultos. O controle químico, com a aplicação de inseticidas, deve ser realizado quando for observada a presença do vetor em pelo menos 10% dos brotos amostrados;
Aquisição de mudas sadias – essa é a medida preventiva de maior importância: as mudas devem ser adquiridas em viveiros protegidos e que sigam a legislação fitossanitária.

Para impedir a entrada da doença em regiões livres recomendam-se as seguintes medidas de exclusão:

- Proceder o levantamento e diagnose da presença da doença em áreas ainda livres pelo menos duas vezes por ano, estabelecendo-se prioridades para estados com citricultura mais importante e propriedades mais tecnificadas; nestas, a introdução de material contaminado é mais esperada;
- Consolidar medidas na legislação fitossanitária por meio de decretos e leis com proibição de entrada de qualquer material vegetal oriundo de áreas infectadas;
- Prover meios suficientes para efetiva fiscalização, interceptação e destruição do material apreendido.

37. Leprose é uma doença?

Sim, leprose é uma doença causada por um vírus que é transmitido por um ácaro chamado ácaro vermelho ou Brevipalpus.

38. Quais os sintomas da leprose?

Os sintomas aparecem em folhas, ramos e frutos, reduzindo a produtividade e o valor comercial da fruta. Nas folhas, as lesões são amareladas e arredondadas, com o centro marrom ou preto pela necrose formada. Nos ramos novos, o ataque começa com manchas amareladas, rasas que vão se tornando salientes, de cor marrom a avermelhada. Quando mais velhas, tomam um aspecto de cortiça, de cor palha e, dependendo do número, podem causar a seca do ramo. Nos frutos, as lesões começam a aparecer quando as laranjas medem cerca de cinco centímetros de diâmetro e apresentam-se, inicialmente, como manchas rasas, amareladas, que vão aumentando, tornando-se deprimidas e escuras, rodeadas por um halo amarelo.

39. Existe controle para a leprose?

A leprose pode ser controlada, porém o ácaro transmissor também deve ser controlado. Como controle cultural recomenda-se: eliminação das partes das plantas que apresentem sintomas (frutos, galhos e folhas) por meio de podas, o que ajuda na redução da população dos ácaros; plantio de mudas sadias; poda de limpeza; erradicação de plantas caso elas não forem economicamente produtivas; controle de plantas daninhas; e colheita antecipada.

Um controle químico eficiente vai depender de uma amostragem que indique o número de ácaro nos frutos. O amostrador deve inspecionar um mínimo de 20 plantas por talhão de até 2000 plantas. Caso haja mais de 5% do ácaro e a região tenha histórico da doença, é recomendado o controle por meio de acaricidas, variando o princípio ativo para evitar a resistência do ácaro.

40. As tangerinas estão apresentando manchas pretas nos frutos. De que se trata?

Recentemente apareceu em várias regiões produtoras de tangerina uma doença chamada mancha marrom, que é causada por um fungo do gênero Alternária.

41. Quais os sintomas desta doença?

As folhas são suscetíveis até tornarem-se maduras. Os sintomas são observados 48 horas após a infecção, formando pequenas manchas escuras, rodeadas por um halo amarelado. Podem se expandir, ocupando grandes áreas da superfície foliar e atingir as nervuras. Nos ramos, os sintomas são semelhantes aos observados em folhas, com lesões de 1 a 10 mm de diâmetro, que se tornam necrosadas secas e salientes. Em ataques severos, pode provocar intensa desfolha, seca de ramos e queda de frutos. Os frutos são suscetíveis até quatro meses após a florada. As lesões são pequenas manchas necróticas marrons, que podem variar de tamanho, conforme a idade do fruto. Em alguns casos, podem ser observadas lesões com centro corticoso e saliente, que pode se destacar deixando uma lesão em alto relevo. Os frutos com sintomas perdem o valor comercial.

42. Quais os métodos de controle da mancha marrom de alternária?

Para um controle adequado desta doença, há necessidade de se adotar estratégias de manejo do pomar e tratamentos com fungicidas. Como medidas de prevenção, o produtor deve:

- Evitar adubação nitrogenada pesada e excesso de irrigação, pois a planta vegeta mais e forma tecidos suscetíveis ao fungo;
- Fazer podas no inverno, para retirar tecidos doentes e melhorar a aeração da planta;
- Preferir as partes mais altas da área a ser introduzido o pomar para fazer o plantio das variedades mais suscetíveis (‘Murcott’, ‘Ponkan’, ‘Dancy’, ‘Mineola’ e ‘Orlando’).
- Evitar a umidade excessiva dentro da copa e entre plantas principalmente em locais com histórico da doença, recomendando-se aumentar o espaçamento entre as plantas, o que favorece a rápida secagem das folhas, ramos e frutos.

O controle químico é indicado nos surtos de brotações, uma vez que os resultados são melhores quando o tratamento é iniciado em folhas e ramos jovens. O procedimento evita a transmissão para os frutos. Fungicidas cúpricos, tebuconazol, estrobilurinas e triazois são recomendados e registrados para o controle do fungo. A utilização inadequada de determinados grupos de fungicidas pode provocar o surgimento de populações resistentes do fungo a esses fungicidas, por isso é fundamental que não se apliquem fungicidas de um mesmo grupo químico mais que duas vezes por safra.

PRAGAS voltar

43. Existem pragas primária e secundárias? Como posso separar uma da outra?

Existe sim. Pragas primárias - são aquelas que ocorrem todos os anos, em altas populações, provocando danos econômicos e por isso requer medidas de controle. O ácaro da ferrugem, a ortézia a larva minadora (em viveiro ou pomar novo), a cochonilha escama farinha e broca do tronco, são consideradas pragas primárias. As pragas secundárias são aquelas que ocorrem em baixas populações, raramente causam danos econômicos e por isso raramente exigem medidas de controle. As moscas-das-frutas, mosca branca, Aleurothrixus floccosus; pulgão preto,Toxoptera citricidus cochonilhas verde Coccus viridis e cabeça de prego Chrysomphalus ficus; são classificadas como secundárias.

44. Como posso controlar o ácaro da ferrugem? Existe controle biológico?

Antes de decidir pelo controle químico, é necessário avaliar, quinzenalmente, a população da praga no período de outubro a dezembro. Para cada talhão de 2.000 plantas, escolhem-se ao acaso 20 plantas, amostrando-se, com auxílio de uma lupa (10x), 3 frutos por planta, anotando-se o número de ácaros encontrado por fruto em uma única visada (1 cm2).

Quando a infestação média alcançar 30 ácaros por cm2 de fruto, deve ser iniciado o controle químico. Alguns produtos indicados: abamectin, dicofol, quinomethionate, enxofre, a mitraz. Recomenda-se a alternância dos produtos em uma mesma safra. Adotando-se a amostragem, é possível obter "frutos limpos" com uma a duas pulverizações por safra.

O ácaro benéfico o Iphiseiodes zuluagai é o mais importante no controle biológico do ácaro da ferrugem. Dentre os fungos benéficos, o Hirsutella thompsonii é o mais eficiente no controle biológico natural. A manutenção da vegetação nas entrelinhas e o uso de leguminosas favorece a atuação dos inimigos naturais das pragas.

45. Qual a cochonilha que causa mais problemas à planta de citros?

Dentre as cochonilhas que atacam as plantas cítricas, a ortezia é a que causa os maiores prejuízos. O inseto suga a seiva da planta, injeta toxinas e provoca o aparecimento da fumagina (fuligem que recobre folhas, frutos e ramos).

A ortézia ataca em focos ou reboleiras. É grande o número de plantas ornamentais e cultivadas que servem de hospedeiros da praga, inclusive as ervas daninhas presentes no pomar cítrico.

46. Como se controla a ortézia?

Por se tratar de uma praga de difícil controle e de custo elevado, é necessário fazer inspeção periódica (mensalmente). Uma vez localizado o foco de ataque, as plantas infestadas devem ser marcadas visando o controle químico antes haja a disseminação dentro do pomar.

As plantas marcadas devem receber o seguinte tratamento:

a) efetuar a capina em torno das mesmas, retirando todo o mato capinado;

b) fazer a poda dos ramos mais infestados e dos ramos secos e queimá-los ou enterrá-los;

c) efetuar o controle químico em pulverização ou com inseticida sistêmico granulado no solo;

d) fazer adubação (orgânica e mineral) visando fortalecer a planta.

e) repetir a operação dois meses após, se necessário.

Controle químico - Por se tratar de um inseto sugador de seiva, deve ser dado preferência aos inseticidas sistêmicos. Alguns produtos como dimethoato (75 a 125 ml / 100 l d’ água); acefato (120 a 150 g / 100 l d’ água) ; aldicarb (40 a 80 g / planta), são indicados.

Controle biológico - No período mais úmido (maio a agosto) insetos e fungos benéficos reduzem significativamente a população da ortézia. Dentre os insetos destacam-se os coccinelídeos (joaninhas). O fungo Cladosporium cladosporioides, na concentração de 300.00 esporos por ml, em associação com os inseticidas triflumuron, methamidophos e diflubenzuron controla eficientemente a praga. Dentre os coccinelídeos (joaninhas) nativos destacam-se a Pentilia egena, Zagreus bimaculosus, Hyperaspis silvestrii e Diomus sp. O caracol rajado (Oxystila pulchella) efetua controle significativo da ortézia.

47. Devo pulverizar o meu pomar contra a larva minadora?

A larva minadora causa os maiores prejuízos em viveiros e em pomares novos devido ao ataque às folhas novas e brotações. As folhas fortemente atacadas secam, resultando em redução da produção, e no crescimento normal da planta cítrica.

O controle químico só é recomendado- quando se trata de viveiro ou pomar recém-instalado. Os produtos de maior eficiência são: lufenoron , abamectin e imidacloprid . Em pomares adultos, o controle químico é desaconselhável , face a eficiência relativamente alta dos inimigos naturais.

Controle biológico - A espécie Ageniaspis citricola é a que apresenta maior eficiência, alcançando um controle que varia de 60 a 80%. Esta espécie está sendo criada e liberada em pomares do Estado da Bahia no Programa PIC – Produção Integrada de Citros.

48. Como devo controlar a broca da laranjeira?

O controle químico da larva deve ser feito após localizar-se , na planta, o orifício de onde a serragem está sendo expelida e faz-se a opção por um dos seguintes métodos:

a) com o auxílio de um arame, atinge-se a larva no interior da galeria;

b) utilizando-se uma seringa, injeta-se querosene ou um inseticida fosforado no orifício, fechando-o em seguida com cera de abelha ou sabão em barra;

c) introduz-se no orifício 2 a 3 gramas de gastoxim pasta (sulfeto de alumínio). Controle do adulto com uso de planta armadilha - no período de janeiro a junho, efetua-se a coleta manual do besouro (2 a 3 vezes por semana), sobre a planta armadilha maria preta", Cordia curassavica. A maria preta deve ser plantada num espaçamento de 100 a 150m, de preferência no contorno do pomar e em local não sombreado. É importante que esta operação seja iniciada logo que apareçam os primeiros besouros nas plantas armadilhas, isto ocorre no mês de janeiro/fevereiro.

49. Qual a importância econômica da escama farinha? Vale a pena controlar?

Causa danos mais elevados em pomares novos; de até dois a três anos de idade. O controle deve ser feito marcando as plantas infestadas e pulverizando tronco e ramos com óleo mineral em mistura com um inseticida(Triona + Methidation) ou outro fosforado.

50. Devo controlar a Mosca-das frutas na cultura dos citros ?

Caso se faça o monitoramento por armadilha adotar o índice MAD – mosca/armadilha/dia. Quando o MAD (médio) for igual a um, inicia-se o controle utilizando isca tóxica. Que é aspergida com uma brocha de parede, pulverizador costal com bico de leque (para herbicida) ou pulverizador tratorizado adaptado de forma que sejam aplicados cerca de 100 a 200 ml da calda de 1m2 da copa das árvores em ruas alternadas. O tratamento deve ter início antes da maturação dos frutos, e de acordo com o índice MAD. Inseticidas recomendados para a confecção da isca: malathion (150 a 200 ml / 100 l d’água) ou trichorfon (150 a 200 ml /100 l d’água) mais o atrativo (melaço de cana a 7 % ou hidrolizado de proteína a 5 %.

Controle biológico – O controle biológico das moscas-das-frutas pode ser efetuado em escala comercial mediante a criação massal e liberação de parasitóides (vespinhas que parasitam a larva da praga no interior do fruto. A tecnologia está disponível no Brasil, entretanto, esse processo depende da instalação de uma complexo industrial, denominado de biofábrica. O projeto para instalação desta biofábrica encontra-se em tramitação no Ministério da Agricultura e Pecuária frutos caídos devem ser recolhidos e enterrados. Esta medida contribuirá para a redução do ataque da mosca no pomar de cítros.

51. Porque o ácaro vermelho é chamado também de ácaro da leprose dos citros?

Porque este ácaro é o agente transmissor de uma doença de vírus chamada leprose. Ataca folhas, ramos e frutos, provocando lesões extensas e profundas nesses órgãos da planta. Nos frutos, as manchas são depressivas, concêntricas e de coloração marrom, prejudicando a aparência externa, que reduz drasticamente o seu valor comercial, além de afetar a produtividade da planta. Nas regiões Norte e Nordeste do Brasil a leprose está pouco disseminada justificando assim o controle eficiente dos focos da doença.

Controle - nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste do Brasil, o controle preventivo deve merecer prioridade, ou seja, evitar a introdução de mudas e/ou borbulhas provenientes de locais onde a doença é endêmica. Identificando-se a presença de focos iniciais da doença, deve ser efetuado a sua erradicação visando impedir a sua disseminação. Utilizar os produtos recomendados para o ácaro da ferrugem.

NEMATÓIDES

52. Quais os principais gêneros e espécies de nematóides observados na rizosfera do citros?

Vários gêneros de nematóides já foram observados na rizosfera do citros, destacando-se Tylenchulus semipenetrans, Pratylenchus sp, Pratylenchus coffeae, Pratylenchus brachyurus, Pratylenchus vulnus, Radopholus citri, Radopholus similis, Belonolaimus longicaudatus, Meloidogyne sp., Meloidogyne incognita, M. javanica, M. arenaria, Xiphinema brevicola, X. index, Trichodorus sp., Paratrichodorus sp., Paratrichodorus lobatus, P. minor, Hemicycliophora sp., Hemicycliophora arenaria, Hemicycliophora nudata.

53. Quais são alguns sintomas e sinais que auxiliam no diagnóstico de ocorrência de fitonematóides na cultura de citros?

Sintomas: Na parte aérea, pode ocorrer clorose foliar, diminuição no tamanho das plantas (nanismo) e menor produção de frutos. No sistema radicular, depauperamento das raízes, deformações e em estágios mais avançados, a planta não tem sustentação. Nos horários mais quentes do dia, as plantas também podem apresentar murcha, mesmo na presença de água. Pode ocorrer descoloração e queda das folhas e prolongamento do estádio vegetativo.

Sinais: depauperamento das raízes acompanhado de necroses, menor volume radicular, presença de galhas que se diferencias de nódulos de bactéria de fixação de nitrogênio; nodulações em raízes; raízes lisas, como que estivessem sido lavadas, sem as radicelas ou pelos radiculares.

54. Quais os cuidados que se deve ter para evitar a disseminação por meio de equipamentos, máquinas agrícolas e pelo transeuntes (sapatos)?

Deve evitar a utilização de máquinas agrícolas vindas de áreas contaminadas por nematóides. Deve ser feito na propriedade pé-dilúvio e rodo-lúvio para desinfeção de calçados e máquinas em trânsito. Deve-se fiscalizar a entrada e saída de equipamentos utilizados nos tratos culturais e não deve ser permitido transito de pessoas e equipamentos não autorizadas na área.

55. Como o produtor de citros deve fazer para controlar fitonematóides antes de seu plantio?

Efetuar a análise dos solos, de acordo comas recomendações para amostragem de solos, com pelo menos um mês de antecedência. Após resultados da análise nematológica dos solos, utilizar somente mudas certificadas, isentas de fitonematóides. Efetuar o monitoramento da população de possíveis fitonematóides na área de produção. Iniciar os tratos culturais pelas áreas mais vigorosas, deixando as de menor vigor e porte por último. Limpar os equipamentos sempre que mudar de uma área limpa e vigorosa para uma área suspeita e vice-versa.

56 . Quais os nematicidas mais utilizados?

Devido a restrições constante ao uso de produtos químicos, que podem deixar resíduos ao meio ambiente, causando grande impacto ao ambiente, e devido muitas vezes o produto não ser encontrado no mercado ou, não ter registro para a cultura, recomenda-se consultar um agrônomo credenciado para efetuar a utilização de nematicida.

COLHEITA voltar

57. Ao se processar a colheita, quais os aspectos do fruto devem ser considerados?

Devem ser levados em conta três aspectos: a cor da casca, o teor de suco e a relação entre acidez e açúcares. Os padrões de qualidade normalmente estabelecem um teor de suco ideal em torno de 50%, enquanto a relação acidez – açúcares ótima situa-se entre 1:11 e 1:14.

58. Quais os equipamentos que devem ser utilizados na prática de colheita e transporte dos citros para evitar danos aos frutos?

  1. sacolas de colheita, com capacidade para 20 kg, feita de lona, com fundo falso fechado por ganchos e correias, de modo a permitir a retirada por baixo, sem danificar os frutos;
  2. escada confeccionada com madeira leve e arredondada, que se possa apoiar nas árvores sem danificar os ramos da planta;
  3. cestos ou caixas plásticas, com capacidade para 27 kg;
  4. tesoura ou alicate de colheita, dotado de lâminas curtas e pontas redondas, especialmente recomendado para a coleta de tangerina.

59. Quais os erros mais comuns praticados pelos produtores durante a colheita?

  1. a retirada dos frutos com auxílio de varas ou ganchos, prática que não só pode estragar a laranja, como também causar ferimentos nas plantas e derrubada excessiva de folhas, flores e frutos verdes não comercializáveis;
  2. coleta de frutos molhados ou orvalhos, facilitando o aparecimento de manchas, doenças ou podridões;
  3. derrubada diretamente no solo, provocando lesões e machucados . Embora imperceptível à primeira vista, os grãos de areia costumam ferir a casca permitindo a penetração de fungos;
  4. coleta de frutos em diferentes estágios de maturação pratica que prejudica a colocação do produto no mercado "in natura" e reduz a qualidade do suco industrializado;
  5. exposição excessiva ao sol, provocando queima da casca e alteração no sabor.